NA MINHA COMPREENSÃO,ESTA IMAGEM É A SÍNTESE , O RETRATO  DA SITUAÇÃO DA FAMÍLIA BRASILEIRA...

A MULHER SEM O MARIDO,CARREGANDO OS FILHOS NAS COSTAS,ARCANDO COM TODA AS RESPONSABILIDADES DA MANUTENÇÃO DESTA FAMÍLIA...

PEQUENO GRANDE DADO ESTATÍSTICO : MAIS DE 50 % DAS FAMÍLIAS BRASILEIRAS SÃO COMPOSTAS APENAS DE MÃES...

HOMENS, PENSEM NISTO!!! FAÇAM OS SEUS FILHOS,  MAS NÃO FUJAM DAS SUAS RESPONSABILIDADES ...

OS FILHOS DESTES HOMENS LEVARÃO

PARA O FUTURO,

  QUAL IMAGEM DOS SEUS PAIS ?

NO MEU ENTENDER,  TALVEZ SE TORNEM HOMENS MELHORES..

POR QUE  TALVEZ,

SENTINDO NA PELE,

 O QUE É SER UM FILHO SEM PAI,

 PROVAVELMENTE JAMAIS IRÃO

ABANDONAR SEUS FILHOS

 NAS COSTAS DE UMA MULHER,

O QUAL UM DIA FOI SUA ESPOSA...

EM NOME DO AMOR E DA CORAGEM DESTAS NOBRES MULHERES  QUE NÃO ABANDONAM SEUS FILHOS E NÃO FOGEM AS SUAS RESPONSABILIDADES...

 EU TE PARABENIZO GRAPHIS !!!

POR TER TIDO A SENSIBILIDADE DE CAPTAR E REALIZAR A IMAGEM SINTÉTICA DA REALIDADE DA FAMÍLIA BRASILEIRA!!!

CLAUDIA FERNANDES

CIENTISTA SOCIAL

AGORA VAMOS ENTENDER UM POUCO DESTA MARAVILHOSA  EXPRESSÃO VISUAL REALIZADA NO ESPAÇO PÚBLICO,O GRAFFITI,OBJETIVANDO DAR COR AOS NOSSOS PERCURSOS DIÁRIOS,TRAZENDO ALEGRIA POR ONDE PASSAMOS ATRAVÉS DAS VIBRAÇÕES DAS CORES E PERCEBER O EXPONENCIAL EDUCACIONAL QUE EXISTE NESTA LINGUAGEM E SEU ENORME POTENCIAL COMO GERADOR DE RENDA  PARA A POPULAÇÃO EM GERAL ,DE ADOLESCENTES A ADULTOS, DE GRAFITEIROS A COSTUREIRAS , QUE UNIDOS GERAM UMA POTENCIAL ENORME A INDÚSTRIA TÊXTIL, GRAFITEIROS E ESPAÇO PÚBLICO QUE UNIDOS CRIAM A PUBLICIDADE , A ARTE VISUAL LEGITIMADA EM NOSSOS PRÉDIOS  PÚBLICOS OU PRIVADOS,GRAFITEIROS E ADOLESCENTES EM UM POTENCIAL TRABALHO DE RESSOCIALIZAÇÃO   E PARALELAMENTE DESENVOLVENDO DIVERSAS CONEXÕES NEURAIS , POTENCIALIZANDO OS ESTADOS EMOCIONAIS DE CADA INDIVÍDUO PARA UM MELHOR EQUILÍBRIO PSICO -FÍSICO...

GOVERNOS E GOVERNANTES,ATENTEM PARA ESTES ARTISTAS QUE FALAM A MESMA LINGUAGEM DAS CRIANÇAS DAS RUAS , DOS ADOLESCENTES TRANCADOS EM REFORMATÓRIOS SEM NENHUMA ATIVIDADE PARA DESENVOLVER SEU POTENCIAL INTELECTUAL E AFETIVO...

TOMEM UMA PROVIDENCIA, FINANCIEM PROJETOS PARA ESTES ARTISTAS, NÃO PARA ONGS QUE REPASSAM APENAS UMA PARTE DO QUE ARRECADAM PARA SEUS TERCEIRIZADOS E FICAM COMPRANDO TERRAS BRASIL A DENTRO E COLOCAM LÁ MEIA DÚZIA DE CRIANÇAS E DIZEM QUE ESTÃO FAZENDO TRABALHO SOCIAL...

CONTRATEM OS ARTISTAS DIRETAMENTE!

 A EXPRESSÃO VISUAL , O DESENHO,A PINTURA

 POSSUI A ENORME CAPACIDADE DE GERAR

EQUILÍBRIO EMOCIONAL...

ATENTEM PARA ISTO GOVERNANTES BRASILEIROS!

EM HOMENAGEM A TODAS AS CRIANÇAS E ADOLESCENTES DESTE MEU PAÍS QUE VIVEM JOGADAS NAS RUAS EM VEZ DE SEREM ABSORVIDAS DE FORMA SOCIALIZADORA PELOS GOVERNOS QUE INSISTEM NA IDÉIA DE QUE CRIANÇA DEVE TER O DIREITO DE FICAR NA RUA, BASEADO EM UM ESTATUTO DO MENOR QUE SÓ LEGITIMA A INDÚSTRIA DO TERCEIRO SETOR, TRADUÇÃO "ONGS - ORGANIZAÇÕES NÃO GOVERNAMENTAIS " QUE MAMAM NAS TETAS DO GOVERNO E NÃO FAZEM ABSOLUTAMENTE NADA DE EFICAZ PARA RESOLVER  A SITUAÇÃO SOCIAL DO MENOR!

CHEGA DA INDÚSTRIA DA MISÉRIA , CHEGA!

CHEGOU A VEZ DOS ARTISTAS

TOMAREM A FRENTE

JUNTO COM OS GOVERNANTES!

CLAUDIA FERNANDES

CIENTISTA SOCIAL

 

 

Grafite ou Graffiti (do italiano graffiti, plural de graffito) significa "marca ou inscrição feita em um muro" e é o nome dado às inscrições feitas em paredes desde o Império Romano.

Graffiti é a designação para a pinturas feitas em muros e paredes na rua. O graffiti salta aos olhos nos grandes centros urbanos. É considerado por muitos como um acto de vandalismo, uma vêz que suja as paredes de inúmeros edíficios, muitas vezes edíficações históricas. Muitas vezes confundidas como pixações que só tem a intenção de danificar muros, "marcar territórios" de gangues, fazer protestos e até declarar uma frase para uma pessoa o graffiti é diferente disso pois seu objetivo é expor desenhos como se fossem pinturas onde o quadro é a paredes.

 O graffiti está ligado a movimentos como o movimento hip-hop. Enquanto para as mentes manipuladoras tentam passar a imagem de que os seguidores desses movimentos tentam mascarar impulsos de vandalismo com discursos de vitimização, na realidade esta expressão legítima é utilizada como veículo para se revelar realidades oprimidas, realidades essas sem força perante pressões governamentais por vias políticas.

 Desta forma, o que é vandalismo para muitos é um considerável instrumento de protesto contra as condições das classes menos privilegiadas, sendo assim  para outros encontram  nesta expressão uma forma de obrigar a cidade a contemplar a sua miséria.

FONTE: WIKIPÉDIA

 

 

 

 

 

 

 

TERMOS E GÍRIAS

 

 

 

"ENTREVISTA COM GRAPHIS, 32 ANOS , 2º GRAU COMPLETO , GANHADOR DO PRÊMIO HUTUS 2006 DE GRAFFITI."


Qual a origem do Graffiti

na história da arte?

Acredito que seja nos tempos das cavernas. O homem desde o inicio de sua existência sempre trouxe consigo a necessidade de se expressar. Ao logo dos tempos foram surgindo diversas formas de expressão, linguagens e com isso a evolução da matéria prima, que auxiliam nessa expressão. Seja com carvão, pincel e hoje em dia o próprio spray, que podemos encontrar facilmente em diversas cores e qualidades. Na Europa são muito comuns marcas de spray, fabricadas especialmente para o graffiti. O que nos remete aos tempos das cavernas é a forma de se expressar nas paredes, com necessidade de trocar informações ou passar alguma mensagem à sociedade, dentro da realidade ou cotidiano de cada um.

Quando começou com o graffiti?

 Com que idade e porquE?


Comecei no final de 97, mas tenho como data de início 98. Ainda com 22 anos senti a necessidade de colocar os desenhos que eram colocados na gaveta, para que todos pudessem ter acesso, pois acreditava estar dando vida a meus personagens. Isso fez com que eu juntasse algumas tintas e transformasse esse sonho em realidade. Ao longo de toda a infância na escola, nunca tive muita técnica de desenho, mas sempre me destaquei pela riqueza de detalhes que conseguia colocar em uma mesma cena. Criação sempre foi o meu ponto forte. Aos poucos fui notando uma grande facilidade em reproduzir desenhos e era muito requisitado para pintar, no asfalto, tema sobre a Copa do Mundo que ia de rua em rua, madrugadas adentro. No ano de 1998 percebí realmente que já era, literalmente, um artista de rua. Em uma destas diversões acabei me deparando com alguns sprays, fiz algumas caricaturas de jogadores da seleção. Não ficaram perfeitos, pois não tinha a menor intimidade com o spray. Mas foi exatamente o desafio de fazer algo melhor da próxima vez, que fez com que eu e não parasse mais. A partir daí passei a notar trabalhos que apareciam da noite para o dia, sem saber como ou que os faziam. Já ouvia falar em graffiti através das letras de Rap que ouvia desde 89. Decidí então colocar meus desenhos nas ruas também, sem imaginar o universo do Graffiti que estava preste a representar. Um dia, no Primário, uma professora de Educação Artística me disse que se algum dia eu precisasse viver de arte, morreria de fome...he he he!

Qual o significado que o Graffiti

tem pra você?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para mim significa superação, persistência, evolução... A liberdade de expressão é um dos pontos que mais me atraem, você poder escrever ou fazer o que der vontade. É claro que sempre terá aqueles que gostam e aqueles que criticam, mas todas as opiniões são válidas.
Se não houver críticas, você se acomoda e não evolui, o fato de você poder refletir sobre seu trabalho através de algum comentário é muito valioso, pois mesmo sabendo que não pinto pra agradar ninguém, fico contente quando agrado.(risos)
Tenho sempre mantido uma postura de respeito com quem passa na rua, pois essas pessoas direta ou indiretamente formarão a curadoras para meus trabalhos. Nesta postura de respeito nunca utilizei imagens com pornografia, por exemplo. Também não quero ser impositivo como uma propaganda política de Outdoor, que por mais que você não queira ver, sempre se pega olhando pra ela. Muitas vezes um graffiti acaba incomodando mais do que essas propagandas.


Você consegue sobreviver do graffiti?

 Como?

Quais atividades desenvolvem através deste?


Sobrevivo de arte em geral. Graffiti pra mim é um hobbie e não consigo enxergar como forma de ganhar dinheiro com ele. Mesmo porque graffiti é o que está na rua. Muitas vezes sou chamado pra fazer trabalhos de graffiti em residências, convenções, eventos, comerciais e programas de TV. O que faço é um trabalho utilizando as técnicas do graffiti, e que não é um graffiti, ao menos que seja na rua e não seja remunerado ou dirigido.
O graffiti exigiu que eu criasse meus próprios personagens e desenvolvesse minha criatividade, com isso tenho a possibilidade de buscar outras fonte de renda. Atualmente faço ilustrações para diversas grifes como Nicoboco, MCD e 775. Além de alguns trabalhos e oficinas em Projetos Sociais. Diversas produtoras e empresas de publicidade tem encontrado no graffiti uma forma de divulgação de seus produtos em comerciais, outdoors,  feiras e convenções. Tenho diversos trabalhos relacionados a empresas como Coca-Cola, Skol, Gherdal, Rede Globo, Nestlé, Ford e muitas outras.

Você realiza trabalho social com Graffiti?


Desde meu início no graffiti sempre reservei parte do meu tempo para passar informações a outras pessoas. Participei de alguns seminários, palestras e oficinas em diversas escolas de São Paulo como voluntário. Trabalho em diversos Projetos que cuidam de adolescentes em situação de risco social. O mais importante de todos os trabalhos sociais foram os 4 anos de oficinas na F.E.B.E.M. Nesse período posso afirmar que mais aprendi do que ensinei...
Na verdade o trabalho social, através da arte, é um trabalho árduo que requer além da dedicação pelo estudo, muita força de vontade por parte dos alunos em situação de risco ou rua. Trata-se de uma concorrência desleal, pois estamos oferecendo a arte em troca do dinheiro “fácil”. Como atrair para o graffiti um adolescente do tráfico que ganha R$500,00 por semana, sabendo que o custos das tintas são altos e o trabalho com graffiti nem sempre é respeitado? Ou seja, deixar de ganhar dinheiro e status, em troca de gastar dinheiro e lutar por um reconhecimento que demora cerca de 5 anos no mínimo, quando se consegue esse reconhecimento. Até onde isso faz sentido pra um adolescente que muitas vezes tem o incentivo do pai ou da mãe que já são do crime? Lutar contra esses detalhes requer força de vontade e determinação.


Qual o Status que você observa entre o Graffiti e as demais artes plásticas?

Você percebeu alguma mudança nos últimos tempos?

Quais?


O graffiti está em grande ascensão a um bom tempo, não só no Brasil, mas no mundo inteiro. Isso acaba fazendo com que as pessoas acabem se rendendo a esse grande crescimento. Todos querem, por um motivo ou outro, consumir graffiti. Empresas de publicidade e multinacionais perceberam a grande facilidade de comunicação que o graffiti proporciona. Além de ser algo chamativo, seja pelas cores ou pela familiaridade, é algo que dá uma impressão de pertencimento justamente por ser algo comum, visto em todas as esquinas do mundo! Além disso, o graffiti já escreveu sua linha cronológica na história da arte. Isso vem fazendo com que grandes galerias exponham telas com graffiti e o vende como Exposição de Graffiti. O que na verdade é um grande equívoco, pois como disse anteriormente, a exposição do verdadeiro graffiti está na rua. O graffiti é uma linguagem universal que pode ser desenvolvida em diversas formas, linguagens, estilos e técnicas. Cada artista desenvolve a sua técnica e estilo, podendo ser canalizado para outros diversos segmentos fora do graffiti.
 

Hoje em dia o Graffiti é moda ou crítica?


O Graffiti vem aos poucos se desvinculando do Hip-Hop, que foi a cultura que ajudou muito a essa arte ser difundida. O que é comum acontecer é associar o Graffiti como parte exclusiva do Hip-Hop, mas quando o Hip-Hop foi criado o Graffiti já existia. Hoje é comum ver muitos artistas que, sequer sabem o que é Hip-Hop, e não vêem nenhuma relação do que fazem com o Hip-Hop. O Graffiti do Hip-Hop faz mais esse papel de crítica e denúncia que é a essência de toda a cultura. Essa mudança se deve muito à moda, que na maioria das vezes apresenta o Graffiti de forma distorcida e banalizada para que atendam os seus interesses e atinja o maior número de pessoas possível. A estratégia da moda é canalizar uma determinada cultura em evidência para as classes sociais e culturais mais diversas possível. Hoje temos na cultura do Graffiti desde punks a pagodeiros, rappers e roqueiros.
A moda de certa forma ajuda a difusão da cultura, mas por outro lado acaba banalizando a arte e a expressão. O que vemos hoje é diversas linguagens de Graffiti por todos os lados. Seja num comercial de TV ou em uma roupa, mas a pessoa que consome, muitas vezes, não tem a exata noção do que está consumindo e se acha parte da cultura, simplesmente por estar usando algo que foi vinculado a ela. Muita gente usa roupas caras de conceituadas marcas de surf, passam parafina no cabelo e incorporam o personagem sem nunca ter ido à praia. Isso é moda! A moda é passageira, já o Graffiti não. A moda vai e vem, quem é continuará sendo, independente dela acabar ou não.

"Quem é de verdade, sabe quem é de mentira." 

O que significou para você

ter sido premiado

 com 

o PrêmiO

Hutúz 2006?


Na verdade eu não esperava essa premiação. Fui ao canecão pra curtir e como tinha me programado pra pintar o final de semana no Rio, peguei uma carona no ônibus que foi ao evento. Assim que a premiação começou pude perceber a seriedade com que era feita.
E conforme ia passando o tempo ia me empolgando, até que pensei:
“Bem que eu podia ganhar essa parada...” e passei a ficar ansioso.
O que fazia com que eu ficasse descrente era o fato de eu estar concorrendo com um trabalho que eu não gostava muito tecnicamente, pois era um trabalho de 2004 e de lá pra cá evoluí muito. Outro fator, era de estar concorrendo com outros três ótimos artistas entre eles dois eram do Rio, onde a divulgação do Hutúz é muito mais forte do que em SP, uma vez que a votação era feita pela Internet. Quando anunciaram meu nome, nem acreditei...
Mas enfim, nada acontece por acaso. Todas as pessoas que encontro dizem que, se eu ganhei, é porque merecia e estou quase me convencendo disso. O que fica de tudo isso é de que com humildade e persistência, tudo é possível. Aprendi também que tenho que acreditar mais em mim, pois as pessoas acreditam muito mais que eu. É comum que eu não fique por aí fazendo comercial de mim mesmo ou me vangloriando de algo, como muitos por aí. Tenho sempre comigo a seguinte frase:

“Que um estranho elogie você  e não sua própria boca” 



Do fundo da    alma,como você definiria Graffiti?

E o Graffiti para sua vida?

Graffiti é Vida...
Respeitar a vida, mostrar que está vivo e que pode dar vida a algo...
Acreditar que um risco num papel ou em um muro pode virar história.
Ficar o tempo todo escrevendo uma página de estória.
Fazer com que esta página vire parte da história.
Incentivar e criar meus filhos no graffiti.
Talvez eles nem o pratique, mas vão saber respeitar.
Isso tudo me ensinou a respeitar a rua, a qual nem sempre me respeita...

 

 

 

 

 

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